Já é conhecido o ordenado bombástico de Catarina Furtado

A tensão entre Catarina Furtado, apresentadora da RTP1, e Rita Matias, deputada do Chega, atingiu um novo patamar de intensidade nos últimos dias. O confronto teve origem num comentário de Catarina Furtado sobre as declarações de Rita Matias a propósito das demolições de barracas em Loures, durante uma entrevista da deputada à SIC Notícias.
Catarina Furtado classificou a intervenção da deputada como “ignorante”, acusando-a de falar sobre assuntos que desconhece. A apresentadora da televisão pública mostrou-se especialmente crítica face ao teor das declarações de Rita Matias, que envolviam comunidades carenciadas. As palavras de Furtado desencadearam uma resposta enérgica por parte da deputada.
A através das redes sociais, Rita Matias acusou Catarina Furtado de desconhecimento do conteúdo integral da entrevista e de se basear apenas em excertos descontextualizados. “Profundamente ignorante e desconhecedora do objeto da entrevista é Catarina Furtado”, afirmou, referindo-se à apresentadora como estando mais preocupada com aparências do que com o conteúdo real.
O momento mais polémico da resposta surgiu quando Rita Matias revelou que, segundo as suas informações, Catarina Furtado aufere um salário mensal de cerca de 15 mil euros pagos pela RTP, ou seja, pelos contribuintes portugueses. “Isto sim é profundamente indecente e imoral”, afirmou, comparando o ordenado da apresentadora ao do Presidente da República e do Primeiro-Ministro.
A deputada do Chega concluiu com um aviso político: “Quando o Chega chegar ao Governo, estes tachos vão acabar. A RTP não pode continuar a servir de sustento para carreiras pessoais à custa do erário público”. O conflito promete continuar a marcar a atualidade, com divisões claras entre os defensores da liberdade de expressão e os que criticam os gastos públicos com figuras da televisão.



