Menino preso em uma grade

Um menino de um ano e quatro meses morreu, na manhã de quarta-feira, depois de ter ficado com a cabeça presa numa grade, na Creche Luz do Brás, em São Paulo, no Brasil.
Abdoulaye Dieng estava a participar numa atividade didática, quando se aproximou de um espelho protegido por uma barra metálica e colocou a cabeça na grade.
Os investigadores deram conta de que a criança terá tentado soltar-se durante cerca de seis minutos, mas só foi retirada do local quando as monitoras se aperceberam do que tinha acontecido, de acordo o g1.
Uma equipa da Polícia Militar foi acionada pelas funcionárias por volta das 9h20 (hora local). O menino foi transportado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mooca, mas não resistiu.
O pai da criança, Ibrahima Dieng, deixou-a na creche pelas 7h30 (hora local). Cerca de uma hora e meia depois, foi contactado e informado de que o filho tinha sofrido um acidente.
O homem, que deixou o Senegal há oito anos, confessou que a família está devastada e que a mãe do menor se sentiu mal ao receber a notícia da morte do filho.
O advogado da família, Erson de Oliveira, denunciou que as imagens de videovigilância indicam que a criança estava sem supervisão no momento do acidente, tendo também questionado o tempo que passou até ser socorrida.
“O que foi relatado é que a criança estava a brincar sem supervisão. Prendeu a cabeça num ferro que prende um espelho e asfixiou-se sem socorro, sem ajuda de ninguém, até morrer”, disse.
O profissional considerou que, se tivesse havido acompanhamento adequado, o menino poderia ter sido retirado rapidamente do local.
“Da mesma forma que colocou a cabeça, se tivesse alguém para levantar o corpinho conseguiria tirar facilmente. Não houve esse auxílio”, lamentou.
A defesa questionou, de igual modo, o motivo pelo qual as funcionárias levaram o menor até ao centro de saúde, ao invés de acionarem de imediato os serviços de emergência. Adiantou, por isso, que a família avançará com um processo na justiça.
A creche foi alvo de uma perícia do Instituto de Criminalística e a Polícia Civil pediu que o menino fosse autopsiado, para esclarecer as circunstâncias da morte.
Até ao momento, ninguém foi detido.



