Internacional

Thierre Henry diz que o mundo deve ter medo de Portugal no Mundial

Thierre Henry antevê um Mundial de 2026 competitivo e imprevisível, destacando Portugal entre as seleções a seguir com atenção. Numa entrevista ao jornal Marca, o antigo internacional francês sublinhou a qualidade do conjunto luso, sobretudo no meio-campo, e deixou elogios a Cristiano Ronaldo.

“Encanta-me o meio-campo de Portugal. João Neves, Bernardo Silva, Vitinha, Bruno Fernandes… com Nuno Mendes e outros lá atrás… e, lá na frente, têm o monstro [Cristiano Ronaldo]. Penso que há que respeitar essa equipa. Além disso, há Inglaterra, assim como o possível despertar de Brasil, Noruega, Senegal… A nova Alemanha…”, afirmou

Henry destacou ainda outras seleções candidatas: “Há que respeitar muito a Argentina, são os campeões em título. Ainda é uma equipa sólida, e tem com o número 10 [Lionel] Messi. Depois, estamos nós, França, que temos uma grande seleção, e chegámos às duas últimas finais. De seguida, está Espanha. Alucina-me o facto de, independentemente dos jogadores que tenha, jogue sempre da mesma forma”.

O antigo avançado alertou também para fatores como o sorteio e o momento das equipas: “Depois, há que ter em conta os emparelhamentos e os momentos das equipas. A Croácia, por exemplo, parece que acabou com a geração de ouro, mas continua lá, com [Luka] Modric, etc. Muito respeito por eles. O curioso de um Mundial é que o jogas, mas não o preparas. Os treinadores não têm tempo para treinar”.

Sobre a eterna comparação entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, recusou escolher: “Não sei o que mais dizer deles. Não são normais. Não é só o facto de estarem sempre no topo mundial, com os seus golos, os seus recordes… Alucina-me a longevidade deles, é isso que eu mais respeito”.

Henry elogiou ainda o profissionalismo de ambos: “Falar de longevidade é falar de comer bem, de não sair para festas, de estar com a família, de treinar bem, de trabalhar mais do que ninguém… A maneira como eles conduzem as suas vidas é de se tirar o chapéu. E continuam a estar entre os melhores. São de outra galáxia. O mesmo se aplica a Luka Modric. É incrível que todos eles parecem melhores no final da carreira do que no início. Não têm um ‘prime’”.

Por fim, deixou uma reflexão sobre o debate: “Isso [escolher entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi] é um erro. Por que é que as pessoas querem separá-los, se podem desfrutar de ambos? É claro que eu joguei com o Leo, e prefiro-o, por uma questão sentimental, mas, por isso, nunca irei contra o Cristiano. Os dois estão na lua do futebol. São de outro planeta. Fizeram-se melhores um ao outro, como Nadal e Federer, Prost e Senna, e outros na história do desporto”.

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